Quando ouço o nome “Bolívar”, o que me vem à mente é um nordestino baixinho, careca, bem crestadinho de sol, com uns óculos de lentes grossas e um casaco muito impróprio para a estação. E, oh, sim, um leve cheiro de suor.
Nos anos 70, ele era cabeludo e barbudo; usava coletinhos mínimos e miçangas, talvez até uma faixa amarrada na testa; tocava um violão com unhas sujas, e era ideologicamente a favor da mortadela. Gravou um disco em que pelo menos uma das faixas era gritada e tinha um som parecido com o de cítaras.
Hoje ele é bem intransigente, o Bolívar, e escreve num jornalzinho vociferante. Tem um fusca ou algo assim, e rima – iconoclasta, vá – igreja com cerveja.
Ai, o Bolívar.
o seu Bolívar parece com uma personagem do Tia Julia e o Escrevinhador.
esse Bolívar é brega..
Sim, tédio.
Acho que do Bargas Joça, Elisa, só li o Pez en el água. O livro é bom, o Peru não. Sim, Uólace, mas não se acha. Não é, Inaiara?